domingo, 20 de maio de 2012

Uma aula de Língua Portuguesa diferente...

Mais uma vez recebemos a visita da professora Lídia Valadares. Desta vez ouvimos a conclusão do conto "Olhos-de-Gato".  E ainda tivemos uma surpresa, pois a senhora professora declamou-nos um poema da sua autoria "Quem quer vir comigo à lua". A propósito deste poema realizámos alguns jogos fonéticos e identificámos alguns dos recursos expressivos.
Beijinhos.
Os alunos da turma sete do quinto ano.

 
Quem quer vir comigo à Lua?
 
Quando eu era pequenina
Ainda menina traquina
E andava na escola
Às vezes largava a sacola
E partia para a Lua…

E lá ficava sonhando
Sentada numa cadeira
Que ela fazia pra mim
Mas não era de madeira
Era de prata e cetim!

Ora a minha professora
Dizia com muita razão
Já estás na Lua, Lili?
O que há-de ser de ti
Se não ouves a lição?

Acordava estremunhada
E depressa, depressinha
Abraçava esta amiguinha
E dizia-lhe a correr:
- Mais logo, venho cá ter!

E descia as escadinhas
Com os pés nas estrelinhas
Que voando ligeirinhas
Com um toque de magia:
Plim!
Me traziam ao lugar!...
Ai! Como vim aqui parar?!


Mas mal a escola acabava
Eu dava um pulo e gritava:
- Quem quer vir comigo à Lua?
Era uma festa na rua!

Pim! Pam! Pum!
Eu agora escolho um!
Um, dois, três!
Depois, vamos lá outra vez!

Lídia Valadares


8 comentários:

Anónimo disse...

Adorei esta aula. Foi bom poder ouvir a professora que tão bem recitou o poema. A propósito dele elaborei um sobre as estrelas:

Cada estrela ,
tem seu pensamento
e quando as olho
fico sem sentimento....

Fico triste quando,
vejo uma estrela chorar
mas fico contente
quando a vejo brilhar.....

Cada estrela,
tem seu amor
e quando as vejo
fico com sentimento de dor.....

Sou filha das estrelas
no olhar d' alguém...
quando me perguntam quem sou, respondo:
............ Ninguém........

Espero que a senhora professora Lídia Valadares goste.
Muitos beijinhos,
Eva Oliveira, 5.7

Lídia Valadares disse...

Eva,

Adorei o teu poema. Está lindo, cheio de sensibilidade e criatividade.As estrelas vão ficar ainda mais brilhantes (de alegria)com este teu poema! Continua a escrever e a partilhar os teus textos connosco.
Isto foi uma alegria para mim, uma verdadeira prenda!
Obrigada.
Gostei imenso de estar convosco.
Beijinhos.

Lídia

Anónimo disse...

adorei esta aula,e como sempre a professora Lídia Valadares foi espectacular, e também queria agradecer a professora Ana Cristina Matias por nos fazer esta surpresa.Muito obrigada ás duas professoras. Eu escrevi esta poema:


O sol já está aí
e o dia vai começar.
A minha amiga lua
ainda está a dormitar.

Vou para as aulas
para trabalhar.
A seguir a minha amiga
vem-me buscar.

Depois da história
vou-me embora.
Mas digo a minha amiga
volto sem demora.
beatriz coelho n 3 5.7

Ana Cristina disse...

Parabéns, Eva e Beatriz!
Gostei muito dos vossos poemas.

Ana Cristina Matias

Lídia Valadares disse...

Beatriz,

O teu poema está maravilhoso!Fizeste um bonito jogo poético com o Sol a despontar e a Lua a dormitar. E eu fiquei deliciada...
Obrigada.
Beijinhos.

Lídia Valadares

Anónimo disse...

Olá, Meninos,


Vou partilhar convosco um poema que gosto muito...

"Primeiro misturam-se os ingredientes
com redobrados cuidados:
hidrogénio e hélio
e alguns metais pesados

Vai-se acrescentando massa
(é como se fizesses pão)
até que chega um momento
em que esta
em combustão
e começa
a brilhar

E está a estrela
pronta a usar"

Este poema é de Jorge Sousa Braga. Este poeta vive no Porto, onde exerce Medicina. Publicou vários livros de poesia. Adoro o seu livro: Poemas com Asas, Pó de Estrelas.

Vós, meninos, também estais no bom caminho.

Carla Assunção

Anónimo disse...

Srª professora quem ficou deliciada fui eu com o seu poema que me fez lembrar o nosso texto sobre a "Neve Preta",porque a srª escreve com uma "brisa" de sensibilidade só sua soberba.
Bj Mariana Cardoso

Anónimo disse...

Querida Mariana,

Obrigada pelo teu comentário generoso, que saiu do teu olhar carinhoso
e amigo. Mas importa não esquecer que essa “brisa” de sensibilidade
(que expressão magnífica!) só é visível ao leitor que também a tem.
Um texto é sempre e só aquilo que o escritor e o leitor fazem dele.
Continua escrever textos bonitos!
Beijinhos.

Lídia Valadares