quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Texto Dramático elaborado pela Francisca, 5.5
Texto dramático
O Menino que Não Acreditava no
Pai Natal (Na casa do Jaime e da Catarina)
Catarina- Jaime, o que vais pedir
ao Pai Nata!?
Jaime- Sabes muito bem
que o Pai Natal não existe, quem põe as prendas debaixo da árvore são os pais.
Catarina-Então quem põe as
prendas aos nossos pais?
Jaime- (engasgado) Pois...não
sei...se calhar.
Catarina- (sarcástica) Então
Jaime o gato comeu-te a língua?
Jaime- (envergonhado) Não, não é
nada disso. Eu... eu...
Catarina-Tu é que sabes! Eu vou
pedir uma bicicleta no Natal, para ir passear com as minhas amigas.
(Na fábrica do Pai Natal...)
Pai Natal- Duendes para a
esquerda. Renas para a direita.
Duende das cartas- Pai Natal,
temos uma emergência!
Pai Natal- O que se passa?
Duende das cartas- O menino Jaime
não acredita em si…
Pai Natal- Não te preocupes, eu
resolvo essa situação.
(No dia de Natal, em casa do
Jaime e da Catarina)
Jaime- As minhas prendas? Mãe?
Pai?
Catarina-Eu disse-te Jaime, tu
não acreditas no Pai Natal.
(O Jaime foi ver à sua meia)
Jaime-O Pai Natal deixou-me
uma carta.
Catarina-Jaime de que que estas à
espera. Abre a carta.
Jaime- ( a ler a carta) Jaime, eu
sou o Pai Natal, sei que não acreditas em mim, mas vou dar-te uma segunda
oportunidade. Se jurares que nunca mais disses que não acreditas em mim, eu dou-te
a prenda que tu tanto querias.
FELIZ NATAL
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
quinta-feira, 31 de maio de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Momentos partilhados com as imagens e as palavras: mais uma experiência para não esquecer...
Mais uma vez tivemos uma surpresa proporcionada pela nossa professora de língua portuguesa. É verdade, hoje, dia 30 de Maio, a senhora professora Isilda Lourenço Afonso, docente na nossa escola, veio colaborar connosco e desafiar-nos para a oralidade em interação e a escrita criativa.
Num primeiro momento, a professora Isilda leu-nos uma história "a lenda da Europa" (treinamos a escuta). Ao mesmo tempo que a ouvíamos, visualizámos várias imagens relativas ao assunto.
Após a
fase de observação e de descrição oral, passamos à escrita (a par). Enquanto alguns alunos criaram histórias sobre esta temática, outros optaram por desenhar. Mais uma vez aprendemos que,
para escrever, basta saber escutar, saber participar e saber observar. As ideias
vêm imediatamente sem darmos por isso.
Obrigado, senhora professora. Foi muito interessante esta aula.
Obrigado, senhora professora. Foi muito interessante esta aula.
Beijinhos dos alunos do 5.7.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
Uma aula de Língua Portuguesa diferente...
Mais uma vez recebemos a visita da professora Lídia Valadares. Desta vez ouvimos a conclusão do conto "Olhos-de-Gato". E ainda tivemos uma surpresa, pois a senhora professora declamou-nos um poema da sua autoria "Quem quer vir comigo à lua". A propósito deste poema realizámos alguns jogos fonéticos e identificámos alguns dos recursos expressivos.
Beijinhos.
Beijinhos.
Os alunos da turma sete do quinto ano.
Quem quer vir comigo à Lua?
Quando eu
era pequenina
Ainda
menina traquina
E andava na
escola
Às vezes
largava a sacola
E partia
para a Lua…
E lá ficava
sonhando
Sentada
numa cadeira
Que ela
fazia pra mim
Mas não era
de madeira
Era de
prata e cetim!
Ora a minha
professora
Dizia com
muita razão
Já estás na
Lua, Lili?
O que há-de
ser de ti
Se não
ouves a lição?
Acordava
estremunhada
E depressa,
depressinha
Abraçava
esta amiguinha
E dizia-lhe
a correr:
- Mais
logo, venho cá ter!
E descia as
escadinhas
Com os pés
nas estrelinhas
Que voando
ligeirinhas
Com um
toque de magia:
Plim!
Me traziam
ao lugar!...
Ai! Como
vim aqui parar?!
Mas mal a
escola acabava
Eu dava um
pulo e gritava:
- Quem quer
vir comigo à Lua?
Era uma
festa na rua!
Pim! Pam!
Pum!
Eu agora
escolho um!
Um, dois,
três!
Depois,
vamos lá outra vez!
Lídia Valadares
segunda-feira, 14 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
Na passada terça-feira, dia 24 de Abril, tivemos o gosto de ouvir uma história contada pela senhora professora Lídia Valadares.
Estivemos muito atentos e com muita curiosidade em saber como terminava. Com muita pena, não conseguimos ouvir a sua conclusão. No entanto, a senhora professora Ana Cristina Matias propôs-nos o desafio de terminá-lo em casa. Assim o fizemos e aguardamos pela publicação do melhor conto no blog.
Os alunos do 5º7
quinta-feira, 26 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
No dia 23 de Abril, decorreu na Biblioteca E.B 2/3 de Lamego, a entrega dos prémios relativos aos concursos “Eu conto”.
De acordo com o Regulamento do Concurso, o Júri do Agrupamento classificou todos os trabalhos apresentados da seguinte forma:
2º Ciclo:
1º - "Uma Aventura no Futuro"
Pedro Correia Piruzzo, 5º7, Nº 22
Pedro Manuel Costa Aguiar Botelho Gomes, 5º7, Nº 23
2º - "O Reino da Caridade"
Maria Beatriz Oliveira, 6º1, Nº22
3º - "As heroínas da Cooperação e da Solidariedade"
Francisca Isabel Marta Bentes Parente, 5º6,Nº 12
Samanta Cristina Monteiro Fonseca, 5º6, Nº24
A todos os alunos que participaram os meus parabéns.
Ana Cristina Matias
domingo, 22 de abril de 2012
sábado, 21 de abril de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
Texto escrito pela professora Isilda Afonso

De repente, um Amigo…
Um dia, de muito nevoeiro e frio, quando a Rita regressava a casa, ouviu uns latidos muito fraquinhos que vinham detrás da sebe do jardim municipal. Aproximou-se devagarinho, sem fazer barulho, espreitou cheia de curiosidade e o que viu? Um cãozito de grandes orelhas, patas pequenas, pelo tão comprido e encaracolado que tocaria o chão, mesmo quando estivesse apoiado nas suas quatro patas. Os olhos e o nariz eram igualmente pequeninos. Mas, o que logo fascinou a Rita foi a expressão dos seus olhos. Uma expressão linda de morrer e tão enigmática. Parecia que estava com frio ao mesmo tempo que parecia que queria que a Rita pensasse que estava quentinho; parecia que estava com fome, ao mesmo tempo que dava a entender à Rita que estava saciado. Enfim, parecia que pedia ajuda sem a pedir, se é que entendem! A Rita tinha ficado encantada com aquela expressão e não hesitou em pegar nele ao colo, aconchegá-lo e levá-lo para sua casa. Tinha a certeza que sua mãe haveria de perceber e ficar também seduzida pelo Bolinha. É verdade, tinha acabado de lhe dar um nome.
Deu-lhe banho, de comer, deitou-o no tapete do seu quarto cobriu-o com um cobertor. O Bolinha adormeceu logo, com um rosto lindo de morrer que parecia dizer, obrigado. Também a Rita dormiu como um passarinho feliz, a pensar nas brincadeiras que iriam fazer juntos.
Acordou sobressaltada ao ouvir chamar pelo seu nome. Não conhecia aquela voz. Levantou a cabeça e nem queria acreditar, era o seu lanzudinho de patinhas no ar e, pasmem! . . . a falar e a chamar por si. Como era possível? Este cão era muito diferente dos outros, até sabia falar.
- Tenho de te agradecer tudo o que fizeste por mim. Hoje, os animais são muito maltratados. Até mesmo que têm dono. O pior é mesmo nas férias de verão. Não têm quem fique connosco e abandonam- nos, e outras vezes porque envelhecemos. Ficamos à mercê da rua e da caridade de alguém. É muito triste!
- Tens toda a razão. As pessoas deveriam pensar bem antes de abandonarem ou maltratarem os animais. Não podemos esquecer que são seres, que sentem como nós e que nos são uteis. Por vezes, até nos dão lições de humanidade. — retorquiu a Rita.
- Pois é. Tu és assim e espero que continues, porque eu gosto das pessoas, brinco e colaboro com elas.
- Mas agora explica-me algo que não estou a compreender.
Por que motivo tu és um cãozito tão falador e atento? - perguntou
a Rita, morta de curiosidade.
- Eu explico-te. Aprendi a falar com um rapaz que conheci há alguns anos. E tu queres saber o que eu sei fazer além de ladrar, vigiar e acompanhar as pessoas?
- Sim, vá la, Bolinha, diz-me.
- Eu sei ler, escrever, contar histórias, — dizia ele — mas também sei servir-me de um telemóvel e trabalhar com um computador.
- Mas tu és um fenómeno! Como é que isso é possível?
- Bem, eu consigo fazer tudo isto porque, apesar de viver na rua, eu acompanhava o meu amigo Tiago para a escola, para o montanhismo, para os jogos de computador, etc. Como ele possuía telemóvel, ensinou-me todos os truques, principalmente quando ligava aos pais e à namorada. Também aprendi algumas coisas sobre jogos interativos. Ele levava-me para a sua garagem e aí até jogávamos juntos, sem os pais saberem. Era mesmo fixe! Organizávamos autênticos campeonatos.
- E por que razão ele não te adotou?
- Porque os pais não queriam animais em casa, por ser um apartamento.
- Ainda bem que eu te conheci. Agora já tens uma casa! Mas o Tiago frequentava que escola?
- A EB 2,3 de Lamego, que fica no sopé da Serra das Meadas. Enquanto ele estava nas aulas, eu ia até à montanha, conversava e brincava com os meus amigos: perdizes, raposinhos, texugos, lebres e até cheguei a conhecer o Parque Biológico da Serra das Meadas. Não gostei nada de ver aqueles animais presos para serem vistos pelas pessoas. Não há nada como a liberdade!...
- Estou sem fala! E o que feito do Tiago?
- O Tiago foi viver para Lisboa e eu aqui fiquei. Ainda bem que tu apareceste.
- Ótimo! Ambos tivemos sorte. É que eu também queria ter um cãozinho e tu acabaste por aparecer na hora exata. Mas prometes que me vais contar mais peripécias da tua vida. Qualquer dia até vamos conhecer e admirar o rio Balsemão e o rio Douro. Estás disposto a isso?
- Bravo! Que grande ideia!...
Isilda Lourenço Afonso
* Professora
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Momentos partilhados com as imagens e as palavras: mais uma experiência para não esquecer!
Mais uma vez tivemos uma surpresa proporcionada pela nossa professora de língua portuguesa. É verdade, no dia 13 de abril, a senhora professora Isilda Lourenço Afonso, docente na nossa escola, a propósito do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações veio colaborar connosco e desafiar-nos para a oralidade em interação e a escrita criativa.
Logo que apareceu ficamos eufóricos, (já a conhecíamos de aulas de substituição) e percebemos que iriamos certamente desenvolver atividades ao nível da escrita. E, como nós adoramos ler e escrever foi muito fácil motivarmo-nos para estas atividades. Foi isso mesmo que aconteceu, quando a senhora professora nos deu no período anterior aulas de substituição. Fizemos atividades de escrita acerca de imagens que nos tinha apresentado. Acabamos por dar conta que todos somos capazes de criar e de imaginar.
Ora, desta vez, foi mais um momento desses. Teve duas vertentes: primeiro ouvimos uma história da sua autoria (treinamos a escuta) e interagimos oralmente sobre ela e até conseguimos imaginar outras formas de continuar e terminar essa história sobre um cãozito chamado Bolinha. Apreciamos a linguagem, a construção do texto e os valores humanos e morais que nos transmitia. De seguida, a senhora professora Isilda apresentou-nos várias imagens que se relacionavam com a temática do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações. Descrevemos, descobrimos pormenores nas imagens, de que não estávamos a aperceber-nos, e ouvimos as razões para a comemoração deste ano sobre os nossos velhinhos. É que saber observar é algo que temos de aprender para compreendermos melhor o mundo, construir e estruturar o nosso pensamento e personalidade. Mas foi mesmo interessante e desafiador.
Após a fase de observação e de descrição oral, passamos à escrita (a par). Claro que tivemos de fazer opções. Alguns alunos optaram pela continuação da história ou de uma nova aventura do Bolinha e outros preferiram a criação de poemas ou de narrativas sobre algumas das imagens apresentadas e que tão bem retratavam a importância dos mais velhos, e com mais experiência, nas nossas vidas e na sociedade.
E não é que criamos textos fabulosos? Mais uma vez aprendemos que, para escrever, basta saber escutar, saber participar e saber observar. As ideias vêm imediatamente sem darmos por isso.
Obrigado, senhora professora. Aguardamos mais sessões. São sempre momentos que nos fazem crescer…
Os alunos do 5º 6
terça-feira, 10 de abril de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
Uma aula diferente...
Ficámos atentos a todos os pormenores, e cada uma das personagens do conto ganhou vida. Cativou-nos tanto que pedimos mesmo que nos deixasse a narrativa lida, denominada
“Olhos-de-Gato”, que é de sua autoria e baseada em fatos reais.
Ela concordou e temos o prazer de a publicar também no nosso blog.
Obrigado, Senhora Professora.
Os alunos do 5.º 6
Ela concordou e temos o prazer de a publicar também no nosso blog.
Obrigado, Senhora Professora.
Os alunos do 5.º 6
OLHOS-DE-GATO
OLHOS-DE-GATO
Estava um dia de Primavera sorridente e bem-disposta. Pelas portadas abertas da casa em que vivíamos, em Vila da Ponte, entrava um ar morno, perfumado com odores da Natureza, que despertara com energia do sono do Inverno, e musicado com cânticos da passarada, que festejava a Primavera com euforia.
Mas, no meio desta suavidade e harmonia, ouvia-se um ruído ritmado: poc… pac… poc… pac… Fiquei curiosa e dirigi-me à varanda. Tinha, então, 6 anos e, colocando a cabecita entre duas grades, espreitei para a rua, procurando descobrir a origem do som cadenciado. Quase ao nível da varanda, um homem, em cima de uma camioneta carregada de lenha, lançava cavacos para o chão, poc, pac, enquanto outros dois, um dos quais o meu pai, os transportavam para a nossa garagem.
Eu observava, muito entretida, aquele trabalho em cadeia. Subitamente, o homem olhou para a varanda. Admirado com a minha presença silenciosa, sorriu e brindou-me com um piropo:
- Olá! Que linda menina, russinha, com olhos-de-gato!
Olhei-o, surpreendida e, indignada, retribuí o piropo:
- E tu, tens olhos-de-cão?
O homem deu uma gargalhada, achando graça à resposta. Mas a minha mãe, que tinha ouvido o diálogo, é que não achou graça nenhuma e repreendeu-me imediatamente:
- Mas, que modos são esses? Que falta de educação!
Eu procurei logo defender-me:
- Foi ele que começou. Disse-me que tinha olhos-de-gato.
A minha mãe, zangada, não valorizou a minha defesa e sentenciou:
- E depois? O senhor estava a brincar contigo… E não se responde torto às pessoas mais velhas. Devemos sempre respeitar os mais velhos. Se voltares a fazer o mesmo, ficas de castigo! Além do mais, ninguém gosta de meninas mal-educadas.
Aquela última frase acertou-me em cheio, eu já sabia que a falta de educação era uma coisa grave. E calei-me, pois no meu tempo de menina, obedecia-se aos pais… Contudo fiquei a minhocar no assunto. “Russinha, com olhos-de-gato…”. Parvalhão! Ainda “russinha”, enfim, percebia-se… eu tinha cabelo louro claro! Mas “olhos-de-gato”! Porquê?! Eu tinha olhos azuis e os gatos que eu conhecia tinham olhos esverdeados, de um verde-amarelado, talvez.
A minha mãe saiu da sala e eu chamei imediatamente o Tareco, o nosso gato.
O Tareco apareceu, pachorrento, deslocando, com muita lentidão, o seu corpo peludo, branco. Abeirei-me dele, sentei-me no chão e olhei-o fixamente nos olhos, receando descobrir neles alguma semelhança. Mas não! Eram de tom verde-claro, redondos. Ora, os meus eram azuis e ovais. Essa agora, onde estava a semelhança?!
Mas resolvi confirmar:
- Tareco, achas os meus olhos parecidos com os teus? – perguntei ansiosa.
- Não sei, nunca vi os meus! – miou em resposta.
- Bem, mas já viste os da Boneca, a tua namorada… São iguais aos meus?
- Ah, não! – miou negativamente – Os dela são mais bonitos!
- Palerma! Nem tu me compreendes!
Deixei-o parado na sala, com uns miados espantados: “Miau?! Miau?!”, e saí disparada, furiosa.
Confesso que transportei esta dúvida durante bastante tempo.
Até que um dia, andava eu na 4ª classe, em casa de uns amigos dos meus pais, no Porto, deparei com um gato de cor creme e, pasme-se, de olhos azuis! Atordoada e confusa, gaguejei:
- Ou… ouve lá, que espécie de gato és tu?
- Sou um gato Siamês, uma raça nobre, originária da Tailândia. – respondeu, altivo – Somos raros e pouco conhecidos – acrescentou com ar aristocrático.
- Da Tailândia?! – espantei-me.
- Sim, um país do Oriente, que fica para os lados da China, do Laos…
Antipatizei logo com ele: primeiro, porque estava ali o verdadeiro culpado da expressão que eu detestava – “olhos-de-gato”; segundo, porque tinha um ar muito empertigado e arrogante, de focinho empinado.
Lembrei-me, então, de Darwin, um cientista inglês, que defendia que as espécies se iam transformando ao longo dos tempos… E pensei: “Será que sou descendente desta raça de gatos? Ainda por cima de um gato aristocrático, antipático! Isso não me agrada!”
Bom, passados muitos anos, este aspecto já não me preocupa, como é evidente! Mas guardo a lição da minha mãe e agradeço-lhe muito a educação que me deu, seguramente, o maior tesouro que me deixa!
E agora…
Já não me importa ter olhos-de-gato
De cão, de coelho ou de pato!
Só não quero ser como o Siamês
Que é todo altivo, nariz empinado
Cheio de manias e não é cortês
Pois eu quero ser bem-educado!
E dos nossos olhos, o que interessa a cor?
Sejam verdes, azuis, castanhos, escuros
O que mais importa é que sejam puros
E olhem o mundo com imenso amor!
Com a minha mãe, aprendi a lição
O valor que tem a educação
Na vida será o maior tesouro
Vale mais que a prata e o fino ouro!
Já não me importa ter olhos-de-gato
De cão, de coelho ou de pato!
Lídia Valadares
- Tareco, achas os meus olhos parecidos com os teus? – perguntei ansiosa.
- Não sei, nunca vi os meus! – miou em resposta.
- Bem, mas já viste os da Boneca, a tua namorada… São iguais aos meus?
- Ah, não! – miou negativamente – Os dela são mais bonitos!
- Palerma! Nem tu me compreendes!
Deixei-o parado na sala, com uns miados espantados: “Miau?! Miau?!”, e saí disparada, furiosa.
Confesso que transportei esta dúvida durante bastante tempo.
Até que um dia, andava eu na 4ª classe, em casa de uns amigos dos meus pais, no Porto, deparei com um gato de cor creme e, pasme-se, de olhos azuis! Atordoada e confusa, gaguejei:
- Ou… ouve lá, que espécie de gato és tu?
- Sou um gato Siamês, uma raça nobre, originária da Tailândia. – respondeu, altivo – Somos raros e pouco conhecidos – acrescentou com ar aristocrático.
- Da Tailândia?! – espantei-me.
- Sim, um país do Oriente, que fica para os lados da China, do Laos…
Antipatizei logo com ele: primeiro, porque estava ali o verdadeiro culpado da expressão que eu detestava – “olhos-de-gato”; segundo, porque tinha um ar muito empertigado e arrogante, de focinho empinado.
Lembrei-me, então, de Darwin, um cientista inglês, que defendia que as espécies se iam transformando ao longo dos tempos… E pensei: “Será que sou descendente desta raça de gatos? Ainda por cima de um gato aristocrático, antipático! Isso não me agrada!”
Bom, passados muitos anos, este aspecto já não me preocupa, como é evidente! Mas guardo a lição da minha mãe e agradeço-lhe muito a educação que me deu, seguramente, o maior tesouro que me deixa!
E agora…
Já não me importa ter olhos-de-gato
De cão, de coelho ou de pato!
Só não quero ser como o Siamês
Que é todo altivo, nariz empinado
Cheio de manias e não é cortês
Pois eu quero ser bem-educado!
E dos nossos olhos, o que interessa a cor?
Sejam verdes, azuis, castanhos, escuros
O que mais importa é que sejam puros
E olhem o mundo com imenso amor!
Com a minha mãe, aprendi a lição
O valor que tem a educação
Na vida será o maior tesouro
Vale mais que a prata e o fino ouro!
Já não me importa ter olhos-de-gato
De cão, de coelho ou de pato!
Lídia Valadares
quinta-feira, 15 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012

Sinopse
"Há quem goste de caçar borboletas, fantasmas ou conchinhas da praia, nuvens ou até cromos antigos de futebol. Neste livro, há um menino que caça palavras, procurando as mais raras, as menos conhecidas e aquelas que melhor lhe soam e mais o seduzem. Foi esta a forma que José Jorge Letria escolheu, usando a imaginação de sempre, para descrever a relação entre alguém que está a crescer e a descobrir o mundo e as palavras que servem de ferramenta para essa descoberta, mas também para a descoberta dos afetos, dos sonhos e da própria vida. Um livro feito de palavras que celebra a magia eterna das palavras, em todas as idades e para todas as idades.
O Caçador de Palavras é também um livro sobre a descoberta do valor poético das palavras e da própria poesia. Afonso, a personagem central do livro, descobre-se a si próprio quando descobre a riqueza poética das palavras, das raras e das outras, numa idade em que essa descoberta é sempre mágica e única".
sexta-feira, 9 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
sábado, 14 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
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